Reflexão e Meditação 21 Domingo Do Tempo Comum – Assunção de Maria – Ano C – Diácono Francisco Kumagai

21º DOMINGO DO TEMPO COM UM – ANO C SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA Ao celebrarmos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora,

21º DOMINGO DO TEMPO COM

UM – ANO C

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Ao celebrarmos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, nosso coração se volta para a mulher a quem, desde pequenos, aprendemos a amar: Maria, a Mãe de Jesus. Ela o concebeu em seu seio virginal, acompanhou-o delicadamente no tempo da gestação e o deu à luz. Sabia que ele era o “Filho do Altíssimo”, nosso Salvador, o qual reservou, para sua hora derradeira, maravilhosa surpresa para nós. Com efeito, do alto da cruz, Jesus nos deu incomparável presente, sua própria mãe, dizendo-lhe: “Mulher, eis aí o teu filho”, em referência ao “discípulo amado”. Depois, o Crucificado disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. Palavras oportunas, repletas de conforto e esperança. Não ficamos órfãos de mãe.

Ganhamos, isso sim, uma Mãe especial, que experimentou alegrias, mas também enfrentou a difícil caminhada na fé. Provou a indizível dor de ver seu amado filho agonizando na cruz. Inocente, sem defensores e sob o peso de insolentes caçoadas. Duro golpe para a alma de uma mãe carinhosa, que nada podia fazer para livrar o filho dos tormentos da morte. Mãe de Jesus e nossa Mãe, com a qual queremos viver para sempre.

Sensível às seculares manifestações do povo, a Igreja entendeu que Maria, livre de qualquer mancha de pecado, foi assunta ao céu em corpo e alma, preservada da corrupção do corpo, sem passar pelas trevas do sepulcro. De fato, alguns relatos muito antigos falam da “dormição” de Maria. Outros se referem à mesma realidade com a expressão “trânsito” – isto é, passagem – de Nossa Senhora. A exortação apostólica do papa São Paulo 6º afirma que a Assunção de Maria é “a festa do seu destino de plenitude e de bem-aventurança, da glorificação da sua alma imaculada e do seu corpo virginal, da sua perfeita configuração com Cristo ressuscitado”.

O prefácio da Assunção de Maria, além de apresentar o sentido da festa, enche-nos de consolação e esperança, a nós que caminhamos neste mundo rumo ao céu, nossa pátria definitiva: “Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, o vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida”.

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